Fiscalização agropecuária atua como barreira sanitária na garantia do bem-estar público
No Dia Nacional da Saúde, destaca-se a relevância da diretriz de “Uma Só Saúde” para a proteção da população e preservação do meio ambiente
O monitoramento sanitário de alimentos e o acompanhamento do uso de agrotóxicos no campo desempenham um papel central na proteção da população. Em referência ao Dia Nacional da Saúde, celebrado nesta quarta-feira, 5 de agosto, a diretriz de “Uma Só Saúde” ganha relevância. Essa abordagem internacional reconhece a conexão indissociável entre a vida humana, a sanidade animal e o equilíbrio ambiental.
Na prática, a consolidação dessa visão integrada ocorre por meio do serviço oficial de defesa agropecuária. Trata-se de uma prerrogativa de estado que atua como a principal barreira sanitária para impedir que itens de origem animal e vegetal irregulares, contaminados ou sem respaldo técnico cheguem ao consumidor final.
Atuação do IMA no controle sanitário
Em Minas Gerais, esse monitoramento agrícola e pecuário preventivo é executado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O trabalho é desempenhado presencialmente nas propriedades rurais e agroindústrias pelos fiscais agropecuários e fiscais assistentes agropecuários, cuja cobertura abrange desde a sanidade dos rebanhos e lavouras, o controle do uso de insumos e a produção de alimentos.
Diante disso, a obrigatoriedade do registro dos produtores e estabelecimentos rurais nos órgãos competentes é o que viabiliza a rastreabilidade e a qualidade dos itens produzidos e posteriormente comercializados. Sempre que a fiscalização identifica irregularidades ou locais clandestinos, os protocolos previstos na legislação sanitária estabelecem a interdição da atividade e o recolhimento das mercadorias, o que resguarda os ecossistemas, as criações, os cultivos e toda a sociedade.
Aplicação prática da defesa animal no setor lácteo
Como exemplo prático dessa atuação preventiva exercida pelos fiscais do IMA, destaca-se a inspeção do setor lácteo, em especial a fabricação de queijos. Alimentos elaborados sem esse acompanhamento técnico podem transmitir zoonoses (enfermidades passíveis de contágio entre animais e seres humanos), como brucelose, tuberculose bovina, salmonelose e listeriose.
Nesse sentido, a garantia de um queijo seguro exige que a queijaria esteja devidamente registrada nos órgãos de defesa sanitária. A fiscalização conduzida pelos fiscais da carreira agropecuária abrange desde a avaliação das condições de saúde do rebanho até as práticas de higiene na ordenha e no processamento. Além de prevenir internações e preservar grupos mais vulneráveis (como crianças, idosos e gestantes), esse trabalho de campo valoriza o produtor regularizado e fortalece a economia de Minas Gerais.
Para o consumidor, a orientação ao adquirir qualquer item de origem animal é conferir a presença do selo de inspeção impresso na embalagem do produto. As siglas indicam a abrangência permitida para a venda: o SIM (Municipal) autoriza a comercialização dentro do município de origem; o SIE/IMA (Estadual) permite a distribuição por todo o estado, sendo que o SISBI permite aos estados comercializarem em todo o país; e o SIF (Federal) libera o trânsito em todo o território nacional e para exportação.
Essas certificações emitidas asseguram que a produção cumpriu critérios de higiene, garantem a rastreabilidade do alimento e protegem a saúde pública em todas as pontas.
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Sindafa-MG: Valorização e defesa dos Fiscais Agropecuários e Fiscais Assistentes Agropecuários de Minas Gerais.