Fiscalização agropecuária viabiliza o turismo na rota dos alambiques mineiros
Dia da Cachaça de Minas destaca o papel dos fiscais do IMA na regularização dos estabelecimentos produtores e na conformidade legal do produto
Nesta quinta-feira, 21 de maio, celebra-se o Dia da Cachaça de Minas, data instituída para marcar o reconhecimento econômico, cultural e histórico do destilado no estado. O setor, que movimenta o turismo e as exportações mineiras, fundamenta-se nas ações de acompanhamento e controle sanitário. Esse trabalho regulatório é executado pelos fiscais e fiscais assistentes do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
Afinal, é justamente o cumprimento dos parâmetros de segurança da bebida que garante a inserção dela no mercado nacional. Para viabilizar esse acesso, a regularização dos alambiques ocorre por meio do registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do acompanhamento das boas práticas sanitárias realizado pelas equipes do IMA.
No estabelecimento produtor, os fiscais verificam a conformidade das instalações físicas e das condições higiênico-sanitárias. Já em relação ao produto final, a fiscalização assegura que ele atenda aos Padrões de Identidade e Qualidade (PIQ), garantindo a ausência de contaminantes e a conformidade para o consumo seguro.
Integração entre fiscalização, cultura e turismo
A atuação dos fiscais da carreira agropecuária como viabilizadores do desenvolvimento desse setor foi consolidada por meio do acordo de cooperação técnica firmado no fim de 2025 entre o instituto e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult). A parceria visa alinhar a regularidade sanitária ao fomento das rotas turísticas e gastronômicas do estado.
Com a promoção de seminários e ações conjuntas liderados pelas equipes regionais dos órgãos, o projeto institucional “O Legal Merece um Brinde“, do IMA, orienta os fabricantes sobre os trâmites legais de formalização. O programa foi criado especificamente para combater a clandestinidade no setor de bebidas, por meio da educação sanitária, da adequação dos alambiques e da valorização do produtor que cumpre as normas técnicas.
Dessa forma, o registro ativo do estabelecimento é critério obrigatório para os alambiques. Estar em conformidade com a lei permite que eles integrem os circuitos turísticos mineiros oficiais e tenham acesso aos programas de fomento público voltados ao turismo de experiência.
Legalização e reflexo econômico
A inspeção sanitária, portanto, vai além da fiscalização: ela atua diretamente na proteção dos produtores devidamente registrados e no estímulo à abertura de novos canais formais de mercado. Assim, o destilado seguro resguarda a saúde do consumidor e valoriza a tradição de quem se dedica à elaboração dele.
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Sindafa-MG: Valorizando e defendendo os Fiscais Agropecuários e os Fiscais Assistentes Agropecuários de Minas Gerais.