Alimento seguro à mesa começa com a proteção do fiscal do IMA
Dia da Saúde no Trabalho alerta para riscos de zoonoses e sobrecarga na rotina de quem assegura a sanidade do rebanho e das lavouras em Minas
O Dia da Segurança e da Saúde no Trabalho, celebrado mundialmente neste 28 de abril (terça-feira), promove a conscientização sobre a prevenção de acidentes e de doenças em todos os setores produtivos. A data, instituída em memória às vítimas de ocorrências e enfermidades do ofício, reforça em Minas Gerais a atuação do Sindafa-MG na busca por melhorias laborais para os fiscais do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
A proteção desses servidores é o alicerce para o exercício das atividades sanitárias, abrangendo desde escritórios e barreiras sanitárias até campos e laboratórios. Vale destacar que a rotina da categoria envolve riscos diretos à saúde. Na defesa animal, por exemplo, o contato constante com rebanhos expõe o corpo técnico a zoonoses — doenças transmitidas dos animais para os seres humanos.
Já na defesa vegetal, o perigo reside na exposição a agentes biológicos e agrotóxicos. Reduzir essas ameaças depende da entrega regular de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), somada a uma logística que proteja o fiscal também em trânsito. Isso inclui assegurar o deslocamento seguro dos servidores entre coordenadorias regionais, escritórios seccionais e postos de fiscalização nas rodovias.
Ações institucionais e requerimentos
Para materializar a defesa da saúde ocupacional, o Sindafa-MG mantém como pauta prioritária o acompanhamento das condições de trabalho. O sindicato defende que a proteção dos fiscais agropecuários e fiscais assistentes agropecuários é uma premissa para a execução do serviço sanitário, em alinhamento com as pautas de valorização já apresentadas pela entidade, tais como:
- Infraestrutura e equipamentos: Investimentos contínuos em veículos, laboratórios modernos e no fornecimento regular de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para as atividades de campo e laboratoriais;
- Logística operacional: Estrutura adequada para deslocamentos seguros, aliada a investimentos em tecnologias que tornem as abordagens mais eficientes e protegidas;
- Saúde e prevenção: Reconhecimento da natureza técnica e muitas vezes insalubre das atribuições, com foco na prevenção de doenças ocupacionais e proteção contra riscos biológicos;
- Dimensionamento do quadro: Fortalecimento do corpo fiscal para evitar a sobrecarga de funções, garantindo o equilíbrio necessário para a saúde mental e a segurança nas operações.
Combate ao esgotamento mental
A segurança no trabalho também abrange a saúde mental. O Sindicato dos Fiscais Agropecuários e Fiscais Assistentes Agropecuários (Sindafa-MG) alerta que o déficit de pessoal no Instituto, causado por aposentadorias e vacâncias sem a devida reposição, resulta em sobrecarga de funções. O acúmulo de tarefas sob pressão elevada contribui para o estresse e o esgotamento dos servidores.
Diante deste cenário, a preservação de um ambiente saudável e o respeito às normas de segurança são fundamentais para que a categoria execute suas atribuições com proteção. Afinal, a valorização da fiscalização agropecuária começa pelo reconhecimento de que a saúde do servidor é o principal patrimônio a ser protegido pelo Estado de Minas Gerais.
Leia mais notícias no portal do sindicato:sindafamg.com.br/noticias.
Sindafa-MG: Valorizando e defendendo os Fiscais Agropecuários e os Fiscais Assistentes Agropecuários de Minas Gerais.