Atuação dos fiscais do IMA em novo laboratório de bebidas fortalece economia mineira
Profissionais da carreira agropecuária utilizam novos recursos laboratoriais para conferir mais agilidade e segurança técnica às análises
O trabalho executado pelos fiscais do Instituto Mineiro de Agropecuária na fiscalização de bebidas alcoólicas ganhou, no fim de 2025, um importante aliado: o novo Laboratório de Análise de Bebidas (Labe). O centro de diagnóstico, que integra o projeto Bebida Segura, funcionará no atual Laboratório de Química Agropecuária (LQA) do IMA, localizado no Ceasa Minas, em Contagem.
O Labe contará com uma equipe multidisciplinar de alto nível, composta por fiscais agropecuários e fiscais assistentes agropecuários, com formação em química, farmácia, estatística e matemática. Por meio da expertise desses profissionais e da utilização de equipamentos de alta precisão, será possível detectar contaminantes e fraudes de forma ágil, garantindo a integridade dos produtos que chegam à mesa do consumidor.
Rigor técnico e segurança alimentar
Para a chefe do LQA e filiada ao Sindicato dos Fiscais Agropecuários e Fiscais Assistentes Agropecuários (Sindafa-MG), Lucimere Mendes, a criação de um laboratório específico para bebidas é um marco para a instituição. “Este é um desafio importante que reafirma o compromisso do IMA e de seus servidores com a manutenção da segurança alimentar, perante a sociedade mineira”, destaca.
A fiscal assistente e 2ª tesoureira do Sindafa-MG, Kátia Letícia de Carvalho, que lidera o projeto no LQA, destaca: “Essa estrutura permite analisar as amostras de campo sob os requisitos da norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017. Isso garante resultados válidos, confiáveis e rastreáveis, assegurando proteção ao consumidor e o fortalecimento do mercado mineiro de bebidas”, explica.
Redução de prazos e combate a fraudes
O gerente de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Instituto e também filiado ao Sindafa-MG, Lucas Guimarães, ressalta que “a expectativa é reduzir significativamente o tempo entre a coleta das amostras e a emissão dos resultados”. Além disso, a ampliação do volume de análises reforçará o rastreamento e a prevenção de fraudes no mercado mineiro.
O projeto recebeu um aporte financeiro de quase R$ 2 milhões do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEPDC), via Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O investimento viabiliza adaptações físicas no setor laboratorial, a aquisição e instalação de equipamentos modernos, a implementação de métodos analíticos específicos e o fortalecimento da autonomia técnica do laboratório.
A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do recente histórico de casos de intoxicação por metanol registrados no país, consolidando o papel dos fiscais agropecuários e fiscais assistentes de Minas Gerais como guardiões da saúde pública e do desenvolvimento econômico do estado.
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