Fiscais do IMA sustentam a Saúde Única na defesa agropecuária mineira
Inspeção de alimentos, controle de zoonoses e de pragas agrícolas, análise de resíduos, certificação e educação sanitária protegem animais, plantas, pessoas e meio ambiente
Nesta terça-feira (3/11), é celebrado o Dia Mundial e Nacional da Saúde Única, também chamada de Uma Só Saúde, abordagem que reconhece a relação indissociável entre as saúdes animal, humana e ambiental. No Brasil, a Lei nº 14.792, de 2024, criou a data com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre essa integração. Em Minas Gerais, esse conceito se torna realidade na rotina da defesa agropecuária, conduzida pelos fiscais do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
Globalmente, o One Health Day, campanha coordenada por organizações internacionais como a One Health Commission, ocorre desde 2016 e busca chamar a atenção do mundo para a necessidade de ações integradas em saúde e para que sejam vistas na prática. A iniciativa reúne cientistas e defensores da causa para enfrentar problemas como doenças infecciosas, microrganismos resistentes a medicamentos, mudanças climáticas e poluição.
Por trás dessa mobilização, está uma ideia simples: a saúde de pessoas, animais e plantas é interligada, pois todos compartilham água, solo, ar e alimentos. Essa conexão exige, portanto, ação conjunta de órgãos de saúde, de agricultura e de meio ambiente.
Nessa articulação, a defesa agropecuária, que abrange ações públicas de proteção sanitária de animais e vegetais, ocupa posição central, porque atua na origem dos alimentos. Ali, a prevenção e o combate a doenças dos rebanhos e das lavouras, a fiscalização de insumos usados no campo e a orientação a produtores rurais evitam riscos que, depois, alcançariam a mesa dos consumidores e a natureza.
Fiscalização e inspeção protegem animais e plantas
Na frente animal, a inspeção de carnes, leite, ovos, mel e derivados verifica se atendem às exigências sanitárias antes de chegarem ao consumidor. O controle de zoonoses, doenças que passam de animais para pessoas, reduz a chance de contágio entre animais de criação, pecuaristas e demais cidadãos. Entre essas doenças, estão a brucelose e a tuberculose bovina.
A sanidade vegetal, que cuida da saúde das plantas, completa o quadro. A vigilância de pragas que ameaçam plantações, a fiscalização do comércio e do uso de agrotóxicos e o controle da qualidade de frutas, grãos e hortaliças preservam o cultivo e a saúde de quem consome.
Análise de resíduos, certificação e educação sanitária ampliam a proteção
Como elo entre as duas frentes, a análise de resíduos, ou seja, a busca por vestígios de medicamentos veterinários e de agrotóxicos em produtos de origem animal e vegetal, confirma que o alimento é seguro até chegar ao prato.
A certificação de produtos agropecuários, por sua vez, atesta o cumprimento das normas sanitárias e amplia a confiança de quem compra. Por fim, a educação sanitária leva informação a agricultores, criadores e comunidades sobre boas práticas de produção, cuidados com animais e plantas e prevenção de doenças, o que contribui também para a conservação de solo, água e biodiversidade.
Fiscal filiado sustenta a proteção em campo
Em âmbito estadual, essas atribuições de vigilância sanitária ganham forma no trabalho de fiscais do IMA, profissionais que o Sindicato dos Fiscais Agropecuários e Fiscais Assistentes Agropecuários (Sindafa-MG) representa. Vistorias em estabelecimentos industriais e comerciais de alimentos de origem animal e vegetal, coleta de amostras, visitas técnicas a propriedades rurais e ações educativas sustentam, dia após dia, o cuidado integrado que a Saúde Única busca garantir.
O sindicato reconhece essa atuação e defende a valorização da classe, pois a defesa agropecuária é política pública de benefício direto à sociedade: a proteção simultânea de animais, plantas, pessoas e meio ambiente depende de equipes técnicas presentes em todo o território mineiro.
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Sindafa-MG: Valorização e defesa dos Fiscais Agropecuários e Fiscais Assistentes Agropecuários de Minas Gerais.